Augusto dos Anjos
Linguagem antipoética e retórica delirante, um catecismo pessimista.
Livro “EU”, com 58 poemas muito controversos.

Augusto dos Anjos foi um poeta brasileiro considerado um dos mais críticos de sua época, identificado como o mais importante do Pré-Modernismo. Apesar de raízes Simbolismo, sua poesia retrata a morte, angústia e metáforas. Nascido em 1884 na Paraíba, estudou Direito em Recife e tornou-se professor e poeta. Em 1912, publicou seu único livro, “EU”, com 58 poemas controversos pela agressividade e obsessão pela morte. Leia Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos.
Sua linguagem antipoética e retórica delirante chocaram, mas sua obra se tornou popular, servindo como um manual de catecismo pessimista. Enquanto contemporâneo do Simbolismo, dos Anjos permaneceu à margem da escola, apresentando uma união única do Simbolismo com o cientificismo naturalista (Naturalismo). Por isso, é considerado um poeta Pré-modernista (Pré-Modernismo).
Mudou-se para Leopoldina em 1913, onde faleceu em 1914 de pneumonia após uma gripe. Sua obra influenciou a discussão sobre conceitos de boa poesia e preparou o terreno para a renovação modernista (Modernismo). Em 1919, sua única obra foi reeditada como “Eu e Outras Poesias”.
Augusto dos Anjos, com sua poesia anti-lírica, deixou um legado importante na Literatura brasileira, sendo reconhecido como um dos poetas mais importantes do país. Sua abordagem única e controversa da vida e da morte continua a ser estudada e apreciada até hoje. Encontre aqui
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