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O TRILHO AMARGO DO REGRESSO
O ônibus é um bicho de ferro e cansaço
que arrasta Maria pelo ventre da cidade.
Nas mãos, o cheiro do sabão e do asfalto,
no peito, a pressa de voltar à sua metade,
de chegar onde o lar é o único abraço. -
O INVENTÁRIO DO MEDO
O sol deitou-se cedo no morro,
mas não houve reza para o descanso.
Zaíta, no susto do metal que ruge,
deixou a boneca de pano no canto,
com os olhos de botão fitando o escuro. -
A FLUIDEZ DA HERANÇA
O Rio que Corre no Olhar
Procurei no tempo a cor exata,
No brilho baço da memória antiga,
A tonalidade que o destino maltrata
E que na face da mãe se abriga. -
Não tem jeito, de Luiz Bucalon
Eu só me sinto bem porque acredito que nunca estive melhor
Se você bater bater num gato com um rato
Ainda assim ele vai te arranhar
O arranhar é das unhas
Mas o miado é do gato.lcbucalon
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Feliz Ano Velho, de Luiz Bucalon
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Memória
Relembrar é construir um edifício com as pedras da ruina. É melhor inventar o esquecimento e sobreviver … Sobrevoar …
luizbucalon
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Uma Vida em Quarenta Dias
Romance – Thriller Psicológico – Drama – Suspense
Confrontando traumas e revelando segredos
Acompanhe um romance escrito a cada dia -
Um primeiro olhar
Sobre o Blog
Seja muito bem vindo(a)! -
O Pouso das Almas
Conto – Fábula – Ficção científica – Realismo fantástico
Eu me imagino contando pro pessoal, que conversei com uma barata branca, e mais, que estivemos filosofando juntos.
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Só Dói Quando Respiro, de Luiz Bucalon

Só Dói Quando Respiro é um registro reflexivo sobre temas importantes como vida, morte, amor, crença, medo, sexo, sociedade, existência, aventuras e outros filosofares poéticos dispostos numa linguagem acessível e nada vulgar.
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Algo de mim, de Luiz Bucalon
(Arte/imagem: Revista Lambari, Bagé-RS)
Sou uma vida esquecida
num ouvido surdo de lembranças
e o poema
o poema é feito de silêncios… -
Em círculo
Uns voltam pra casa
outros tomam outro caminho
e outros dão a volta por longe
e ainda outros… nunca mais… -
Noite com lobos
Os lobos batem à porta
e este terror asfixiante
na vaga escuridão -
Estranho
Eu falo dormindo quando tenho pesadelos
arrumo briga numa casa vazia
Eu sou desse tipo
Daqueles que fogem de si
Que entram nos outros
Por baixo de pontes e casas abandonadas.