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O Meu Poema (demolidor)
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TE QUERO SEMPRE FELIZ
Sob o silêncio que o tempo tece e a memória guarda, há um pulso que não nomeia, mas que em ti se demora.
Não é o brado das praças, nem a cor que se alardeia, é o movimento sutil da maré que a alma incendeia.
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O Marinheiro na Terra: O Eco de Marcílio Dias nas Calçadas de Bagé
Aos Confrades
Caros confrades e confreiras, ao caminharmos pelas ruas de Bagé, muitas vezes esquecemos que o nome gravado nas placas de metal carrega o peso de
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Uma Vida em Quarenta Dias
Romance – Thriller Psicológico – Drama – Suspense
Confrontando traumas e revelando segredos
Acompanhe um romance escrito a cada dia -
Um primeiro olhar
Sobre o Blog
Seja muito bem vindo(a)! -
Só Dói Quando Respiro, de Luiz Bucalon

Só Dói Quando Respiro é um registro reflexivo sobre temas importantes como vida, morte, amor, crença, medo, sexo, sociedade, existência, aventuras e outros filosofares poéticos dispostos numa linguagem acessível e nada vulgar.
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MEU HERÓI
Homem que já foste vida.
E hoje é apenas um vulto.
Homem que me deixas sentida.
Chorosa, mas que te presto culto.Vejo-te, sem pressa, caminhar.
Pela velhice já curvada.
Mão estendida para afagar.
Esquecendo um desgosto ou pecado.Lembro teu brincar gaiato.
Aos netos amor, dedicação, devoção.
Oh! Como guardo tal retrato.
Até meu fim, no coração.Vejo-te ao portão, sentado,
Bem para frente olhando.
De tanto esforço, cansado,
Mas, tantas lutas recordando.Ali sob o céu azul, estrelado.
Até do mundo esquecido.
Sentia-te, às vezes, amargurado.
Mas, por orgulho, não vencido.As quantas rosas, planta vida deste.
Do nada algo tornou beleza.
De materialismo tudo deixas te.
E na morte um sorriso: pureza.A vida te deu tanto saber.
Que tudo tentas-te ensinar.
Alguns fizeram por esquecer.
Outros quiseram aproveitar.Vejo em ti a vida se apagar.
Do viver duro, mãos calejadas,
As forças pouco e pouco negar.
Rendidas por tantas jornadas.Muito te amei em minha vida.
Pois teu vulto de mim não sai.
Tua recordação é tão sentida
Que de vez em quando me sinto dize:
PAI!Autora:Francis. Felix Rod. ✍️
A BRISA DA MADRUGADA
A suntuosidade, Voadora de meus pensamentos impressiona-me. Ao vagarem pelas lembranças de momentos passados. Na busca de afetos já remotos da minha mocidade. Agora, sem existência palpável a dor cresce. O silêncio, Da madrugada me envolve e sinto que vivo. Pelo contato das carícias estimulantes da brisa suave. Pois cada pedaço do meu corpo ao toque se estremece. Num relaxamento reconfortante, na abstenção total do presente. Pedaços de mim Já ficaram pelo caminho da vida, mas afloram à minha mente. Machucando o meu ser e umedecendo meus olhos. Tantas perdas no correr dos anos aflorando ao coração. Infinitas saudades em épocas felizes de outros tempos. Diante de sentidas, Lágrimas cenas desfilam em momentos memoráveis. Vultos de outrora que me fazem sentir sensações variadas. Tudo reativando, ao presente, minha alma adormecida. Doces lembranças vividas em plena felicidade familiar. Alma saudosa, Que perante a ausência de faces distantes chora as dores. No livro do passado, desfiladas diante de meus sonolentos olhos. Histórias parecem lapidadas pelas recordações de rostos tão queridos. Faces suaves, protetoras amorosas que nos sonhos me renovam as energias. Senti o estender-se, Do relaxamento como se afrouxasse os braços do sono. Sossegado no silêncio da solidão o corpo esmoreceu. Os embalos carinhos da brisa que rondava sorrateiramente. Me fez cerrar os olhos num sono profundo de alma adormecida. Autora:Francis. Felix Rod. ✍️ -
SEMENTES DO BEM VIVER
Se o homem cantar,
Dançar e recitar poesias,
a vida será de alegria,
e o homem viverá em paz.Se o homem olhar as estrelas
que brilham à noite no céu,
olhará a terra com novo olhar,
onde sonhar valerá a pena. -
Entre Olhos e Águas: O Encontro da Confraria na Unipampa e a Releitura de Conceição Evaristo
No último dia 25 de abril, a Confraria dos Poetas Livres de Bagé reuniu-se no campus da Unipampa para uma tarde de profunda imersão literária. O centro de nossas discussões foi a obra da renomada escritora brasileira Conceição Evaristo, especificamente os contos “Olhos D’água”, “Maria” e “Zaíta esqueceu de guardar os brinquedos”.
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A Escrita como Ponte: O Despertar da Voz na EJA
Escrever é, antes de tudo, um ato de coragem. É o momento em que decidimos transformar o silêncio em palavra e a emoção em registro. No último dia 29 de abril, tive a honra de iniciar uma nova jornada nesse sentido: a Oficina de Escrita Criativa na Fundação Bidart, voltada aos alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA).
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O TRILHO AMARGO DO REGRESSO
O ônibus é um bicho de ferro e cansaço
que arrasta Maria pelo ventre da cidade.
Nas mãos, o cheiro do sabão e do asfalto,
no peito, a pressa de voltar à sua metade,
de chegar onde o lar é o único abraço. -
O INVENTÁRIO DO MEDO
O sol deitou-se cedo no morro,
mas não houve reza para o descanso.
Zaíta, no susto do metal que ruge,
deixou a boneca de pano no canto,
com os olhos de botão fitando o escuro. -
A FLUIDEZ DA HERANÇA
O Rio que Corre no Olhar
Procurei no tempo a cor exata,
No brilho baço da memória antiga,
A tonalidade que o destino maltrata
E que na face da mãe se abriga.