Amigos Escritores
Obras de escritores amigos de Luiz Bucalon. Autores brasileiros e estrangeiros.
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Verso, Prosa e Nostalgia, de Marcelo Varella
Retorna agora tempestuosa,
Outrora ria por entre a abóboda do dia!
Amarga recusa, o peito pulsa,
Gritando louca se debate!
Cruza a rua, cruza as pernas, pois é pesado o teu resgate.
Em tua utopia, é a mais bela,
A mais singela, linda estrutura.
Rescinde o meu contrato, abstrato, depois recua.
Volta atrás, mas bem capaz, não se desfaz, não faz, mas faz, se deita nua.
Nesse delírio costumaz, roubou minha paz, ligou o radar, encena uma cena espetacular.
Retorna agora, glamourosa,
Te canto em verso, prosa e nostalgia. -
Frases sem contexto, de Marcelo Varella
O que faço agora com as palavras?
Se já não sei o que dizer,
Muita coisa já foi dita,
Logo, falamos demais.O que faço agora com as palavras?
Estão fora de contexto,
Nem as minhas frases feitas,
Fazem algum efeito.O que faço agora com as palavras?
O que fizeram nossas falas?
Frases soltas, sem sentido…
Eu sinto muito pelo que falei… -
Na mesma água, de Marcelo Varella
Castiga, cálida, consumida em meu beijo…
Meu ato falho, falo o fato, conta de teu jeito.
Conduz meu âmago, amado de teu peito.
Só peço em prece, peco, eu tenho os meus defeitos.
Sou feito fera, frenético te aceito.
Doutrina, dona, tem todo o meu respeito.
Então choro em teus braços, uma criança, homem feito…
Me abraça, em teus braços isso passa, outro conceito.
Que a tarde escapa, viro a taça, me deito em teu leito. -
Na calma tarde, de Marcelo Varella
Na calma tarde do silêncio,
Não acho graça, nem gracejo,
Posso sorrir, posso chorar,
Nada já, me traz alento.Na ambiguidade do sentimento,
Procuro um olhar, busco um beijo.
Somos em dois, assim, um par.
Somos o ápice do momento.Daí então me contradigo,
Digo coisas que não quero,
Querendo mesmo por inteiro,
Às vezes, acho, te venero. -
MEMÓRIAS, de Emília Silva
Há minhas memórias, quando paro para lembrarSempre fico a pensar
As vezes cai uma lágrima do olhar
Quando lembro de momentos ruins a passarMas também tem lembranças boas, as vezes do nada solto uma gargalhada com momentos inesquecíveis e engraçados
como quando, as vezes procuro algo que na mão está
Ou lembro de alguma cena com amigos passarHá memórias, lugar melhor não há para que se possa viajar
Fazer um momento aonde tudo lembrar
Coisas boas, coisas ruins e as emocionantes enfim
Há memórias, é lá aonde viajo no passado
Muitas coisas a lembrarHá memórias, ainda bem que sempre está lá quando eu procurar.
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As rosas
Olho as rosas no jardim
Abandonadas pelo orvalho
Estão sem carinho e sem amor
Passam frio sem agasalho
Estão murchando pobrezinhos
Coitadinhos vão morrer
Como queria vê-las sorrindo
E não assim a sofrer
E também sozinha, eu te procuro
Te procuro e não te encontro
Então, eu choro um triste pranto
Sei lá se a vida, são só espinhos.
Ou se acaso nascerão rosas
Se acaso o sonho, não é verdade
Como posso com a realidade?
Se tudo agora, não faz sentido,
Eu sei que agora corro perigo
Pois, se as rosas também murcharam
Como eu, frágil, poderei sozinha SOBREVIVER?Sônia Poetisa
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Folha seca, de Sônia Poetisa
Folha seca é o sonho
Morto e acabado
Folha seca, é o futuro
Após um verde descorado
Folha seca, é a vida
Que um dia foi feliz
Folha seca é esta morte
Que só não chega por um triz
Folha seca , é esta morte
Que deixa a vida junto ao vento
Que traz tanto sofrimento
Junto ao vento que para o tempo
Folha seca é não chorar
Não horar por não ter motivo
Folha seca é calar ao vento
Pois só chora quem é ser vivo
Folha seca, é olhar o tempo
Nada ver além de um passado
É não ter consciência da própria vida
É ser um SER vivo INANIMADO!Sônia Poetisa
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O porco, de Sônia Poetisa
Eu não gosto deste porco
Animal devorador
Que na força devora tudo
Deixa tudo sem valor
Eu odeio o porco maldito
Que transformam em um.rei
Que nada é senão a lama
Que suja o mundo, bem o sei
Não é o porco animalzinho
Do chiqueiro a fuçar
É o porco tão maldito
Que vidas vive a controlar
Nada mais é o porco maldito
Do que o porco verdadeiro
O porco que fuça as vidas
O porco chamado DINHEIRO.Sônia Poetisa
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A noite, de Sônia Poetisa
Cai a noite. Cai um manto, um pranto, sei lá. Não sei nem pensar Acho que só sei sonhar. E sopra um vento, um pensamento, só por um momento passa-tempo. Passa o tempo. Canta o vento, vai momento A noite lenta, vai lenta, lenta…. lenta… Lentamente, dormente vai sumindo, vai se indo. Ela vai partindooo… Que bom se a lenta noite não viesse tristemente, Lentamente, trazer lembranças, cobranças… Mas, trouxesse somente e tão somente ESPERANÇAS!
Sônia Poetisa
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O Cultivo do Amor!!!, de Milton de Medeiros