Monteiro Lobato
Críticas sociopolíticas, nacionalismo, realismo, determinismo e ausência de idealizações.
Preso por críticas ao governo ditatorial de Getúlio Vargas.

José Bento Renato Monteiro Lobato, mais conhecido como Monteiro Lobato, foi um escritor brasileiro pré-modernista (Pré-Modernismo). Nasceu em 1882 em Taubaté, São Paulo. Além de ter sido promotor público, fazendeiro e empresário, ele se destacou como escritor, sobretudo por suas obras infantis.
Em 1918, Lobato publicou “Urupês”, uma coletânea de contos marcados pelo Realismo social e crítica política. No entanto, ele é mais lembrado pela série de livros infantis “Sítio do Picapau Amarelo”, que combina elementos fantásticos com aventuras. Narizinho, Pedrinho, Emília, Visconde, tia Nastácia e Dona Benta são alguns dos personagens marcantes da série.
Monteiro Lobato fundou uma editora e foi um importante empresário no ramo editorial. Além disso, teve atuação política, sendo preso por críticas ao governo ditatorial de Getúlio Vargas. Apesar de diferenciar suas obras para adultos das infantis, o autor apresenta em ambas críticas sociopolíticas, nacionalismo e um estilo marcado pelo Realismo, determinismo e ausência de idealizações.
A série de livros infantis de Monteiro Lobato não apenas encanta as crianças com suas aventuras e imaginação, mas também introduz elementos folclóricos, históricos, mitológicos e até científicos. No entanto, hoje em dia há críticas em relação a possíveis aspectos racistas presentes em algumas de suas obras.
Monteiro Lobato é lembrado por frases impactantes como “O meio de combater uma ideia é lançar ao seu encontro uma ideia melhor” e “A maioria dos detentos é gente de alma muito mais limpa e nobre do que muita gente de alto bordo que anda à solta”. Mesmo após seu falecimento em 1948, seu legado continuou vivo, influenciando gerações de leitores com suas histórias. Encontre aqui
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