Resenha de Livros

Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade

A vida brasileira entre as décadas de 1930 e 1950.

Amizades, família, juventude, amores e memórias de infância.

Os ideais do modernismo no Brasil no início do século 20.

O livro “Alguma Poesia” de Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1930, reflete os ideais do Modernismo no Brasil no início do século 20. Os poemas abordam a vida cotidiana do autor, explorando temas como amizades, família, juventude, amores e memórias de sua infância em Itabira, Minas Gerais. Drummond introduziu as “pílulas-poéticas”, pequenos poemas que capturam a essência dos acontecimentos do século 20, mesclando elementos pessoais com temas sociais e utilizando um tom irônico e humorístico. Leia também Amar, de Carlos Drummond de Andrade.

O livro é composto por 49 poemas escritos entre 1925 e 1930, selecionados cuidadosamente pelo autor, que apresenta uma perspectiva crítica do Brasil e aborda questões universais com profundidade e originalidade. A obra é uma contribuição importante para a Literatura brasileira e destaca-se pela sua linguagem coloquial, versos livres e brancos, e bom humor. Drummond critica a tradição literária, expressa suas angústias, desejos e saudades, e reflete sobre as desigualdades e a violência social.

A amizade entre Drummond e Mário de Andrade influenciou suas obras e a forma como abordaram a Literatura. Drummond contribuiu para o movimento modernista (Modernismo) de forma independente e crítica, trazendo uma perspectiva original e renovadora através de sua poesia.

Suas obras, incluindo “Alguma Poesia”, revelam um eu lírico complexo, autocrítico e distante em relação ao mundo, transbordando em aventuras e contradições do indivíduo das classes dominantes. Drummond critica o nacionalismo, a repressão moral e sexual, e reflete sobre o próprio fazer poético, apresentando a dificuldade do poeta em formalizar seu impulso de poetizar. Em resumo, “Alguma Poesia” é uma obra significativa do Modernismo brasileiro que oferece uma visão do Brasil da época e da vida do autor.

Suas poesias são individualistas, críticas, amorosas, desejosas, satíricas e reflexivas, marcando o início de uma carreira literária influente e relevante para a compreensão da vida brasileira entre as décadas de 1930 e 1950. Encontre aqui

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Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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