Literatura e Autores

Poesia Marginal

Cotidiano, crítica sociopolítica e valorização da cultura brasileira.

Irônica, fragmentada, inovadora e experimental.

Poetas marginais utilizavam mimeógrafos na reprodução de suas obras.

A Poesia Marginal, também conhecida como Geração Mimeógrafo, foi um movimento sociocultural que surgiu no Brasil na década de 70, influenciando principalmente a Literatura , mas também outras formas de arte. Caracterizada pela independência artística de seus autores, que não tinham vínculos com editoras, a poesia marginal era irônica, fragmentada, inovadora e experimental. Os poetas marginais utilizavam mimeógrafos para reproduzir suas obras e as distribuíam de forma independente nas ruas, dando origem ao termo “geração mimeógrafo”.

O principal objetivo da poesia marginal era valorizar a independência artística e desvincular a poesia dos padrões editoriais da época, defendendo a liberdade criativa e a independência intelectual dos poetas. Com temas do cotidiano, crítica sociopolítica e valorização da cultura brasileira, a poesia marginal era caracterizada por sua liberdade temática e formal, principalmente no uso do verso livre. Com um caráter antiacadêmico e individualizado, os poetas marginais exploravam o coloquialismo, os palavrões e a ambiguidade em suas obras, produzindo uma poesia rebelde e ousada.

Alguns dos principais autores da poesia marginal incluem Torquato Neto, Ana Cristina Cesar, Cacaso, Paulo Leminski, Waly Salomão, Zuca Sardan, Francisco Alvim, Chacal, Glauco Mattoso e Nicolas Behr. Suas obras, como “Me segura qu’eu vou dar um troço” de Waly Salomão e “Os últimos dias de paupéria” de Torquato Neto, são exemplos do experimentalismo, ironia e liberdade criativa presentes na poesia marginal. A geração mimeógrafo deixou um legado de inovação e subversão na cena cultural brasileira da época, abrindo espaços para novas formas de expressão artística e poética. Encontre aqui

luizbucalon


Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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