• Amigos Escritores

    Verso, Prosa e Nostalgia, de Marcelo Varella

    Retorna agora tempestuosa,
    Outrora ria por entre a abóboda do dia!
    Amarga recusa, o peito pulsa,
    Gritando louca se debate!
    Cruza a rua, cruza as pernas, pois é pesado o teu resgate.
    Em tua utopia, é a mais bela,
    A mais singela, linda estrutura.
    Rescinde o meu contrato, abstrato, depois recua.
    Volta atrás, mas bem capaz, não se desfaz, não faz, mas faz, se deita nua.
    Nesse delírio costumaz, roubou minha paz, ligou o radar, encena uma cena espetacular.
    Retorna agora, glamourosa,
    Te canto em verso, prosa e nostalgia.

  • Amigos Escritores

    Frases sem contexto, de Marcelo Varella

    O que faço agora com as palavras?
    Se já não sei o que dizer,
    Muita coisa já foi dita,
    Logo, falamos demais.

    O que faço agora com as palavras?
    Estão fora de contexto,
    Nem as minhas frases feitas,
    Fazem algum efeito.

    O que faço agora com as palavras?
    O que fizeram nossas falas?
    Frases soltas, sem sentido…
    Eu sinto muito pelo que falei…

  • Amigos Escritores

    Na mesma água, de Marcelo Varella

    Castiga, cálida, consumida em meu beijo…
    Meu ato falho, falo o fato, conta de teu jeito.
    Conduz meu âmago, amado de teu peito.
    Só peço em prece, peco, eu tenho os meus defeitos.
    Sou feito fera, frenético te aceito.
    Doutrina, dona, tem todo o meu respeito.
    Então choro em teus braços, uma criança, homem feito…
    Me abraça, em teus braços isso passa, outro conceito.
    Que a tarde escapa, viro a taça, me deito em teu leito.

  • Amigos Escritores

    Na calma tarde, de Marcelo Varella

    Na calma tarde do silêncio,
    Não acho graça, nem gracejo,
    Posso sorrir, posso chorar,
    Nada já, me traz alento.

    Na ambiguidade do sentimento,
    Procuro um olhar, busco um beijo.
    Somos em dois, assim, um par.
    Somos o ápice do momento.

    Daí então me contradigo,
    Digo coisas que não quero,
    Querendo mesmo por inteiro,
    Às vezes, acho, te venero.

  • Amigos Escritores

    MEMÓRIAS, de Emília Silva


    Há minhas memórias, quando paro para lembrar

    Sempre fico a pensar
    As vezes cai uma lágrima do olhar
    Quando lembro de momentos ruins a passar

    Mas também tem lembranças boas, as vezes do nada solto uma gargalhada com momentos inesquecíveis e engraçados
    como quando, as vezes procuro algo que na mão está
    Ou lembro de alguma cena com amigos passar

    Há memórias, lugar melhor não há para que se possa viajar

    Fazer um momento aonde tudo lembrar

    Coisas boas, coisas ruins e as emocionantes enfim

    Há memórias, é lá aonde viajo no passado
    Muitas coisas a lembrar

    Há memórias, ainda bem que sempre está lá quando eu procurar.

                        
  • Minha Poética

    Efemeridade

    O tempo, é qual uma represa outrora aberta, vai tomando os espaços, minando os alicerces.

    O tempo traduzido em idade, com igual furor, estremece a carne, alquebra os ossos, detém o sabor.

    O tempo, em dias de sol, é a sombra, invencível em seu avanço, vai mordendo a milímetros, digerindo os instantes.

    O tempo é um trem, feito pra nunca parar, roda e apita, apita e roda, e seus passageiros não sabem onde vão dar.

    luizbucalon

  • Amigos Escritores

    As rosas

    Olho as rosas no jardim
    Abandonadas pelo orvalho
    Estão sem carinho e sem amor
    Passam frio sem agasalho
    Estão murchando pobrezinhos
    Coitadinhos vão morrer
    Como queria vê-las sorrindo
    E não assim a sofrer
    E também sozinha, eu te procuro
    Te procuro e não te encontro
    Então, eu choro um triste pranto
    Sei lá se a vida, são só espinhos.
    Ou se acaso nascerão rosas
    Se acaso o sonho, não é verdade
    Como posso com a realidade?
    Se tudo agora, não faz sentido,
    Eu sei que agora corro perigo
    Pois, se as rosas também murcharam
    Como eu, frágil, poderei sozinha SOBREVIVER?

    Sônia Poetisa

  • Amigos Escritores

    Folha seca, de Sônia Poetisa

    Folha seca é o sonho
    Morto e acabado
    Folha seca, é o futuro
    Após um verde descorado
    Folha seca, é a vida
    Que um dia foi feliz
    Folha seca é esta morte
    Que só não chega por um triz
    Folha seca , é esta morte
    Que deixa a vida junto ao vento
    Que traz tanto sofrimento
    Junto ao vento que para o tempo
    Folha seca é não chorar
    Não horar por não ter motivo
    Folha seca é calar ao vento
    Pois só chora quem é ser vivo
    Folha seca, é olhar o tempo
    Nada ver além de um passado
    É não ter consciência da própria vida
    É ser um SER vivo INANIMADO!

    Sônia Poetisa