Resenha de Livros

Várias Histórias, de Machado de Assis

A corrupção que permeia todas as camadas sociais.

Erotismo, o poder manipulador das mulheres e a questão do adultério.

Sua ironia é uma característica marcante.

Várias Histórias é o quinto volume de contos escritos por Machado de Assis e traz uma visão desencantada do autor em relação à sociedade brasileira do Segundo Império. Publicados entre 1884 e 1886 no jornal Gazeta de Notícias, os contos retratam a vida no Rio de Janeiro, uma cidade em formação, e exploram os diversos aspectos da natureza humana.

Um dos contos mais famosos do livro é A Cartomante, que conta a história de Rita, casada com Vilela, mas envolvida em um caso de adultério com Camilo, amigo do casal. Rita decide consultar uma cartomante para saber sobre seu futuro amoroso, o que leva à descoberta da traição e à morte dos amantes. Leia também Quincas Borba, de Machado de Assis.

Os contos podem ser classificados como alegóricos ou tradicionais. Alguns apresentam uma estrutura mais linear, com início, meio e fim, enquanto outros exploram o Simbolismo e deixam espaço para interpretação por parte do leitor. O conto Viver!, por exemplo, critica a sociedade brasileira mostrando a corrupção que permeia todas as camadas sociais. Leia também Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.

A ironia é uma característica marcante na obra de Machado de Assis. O narrador apresenta as personagens com uma certa distância, sabendo que elas não são verdadeiras. Os contos também trazem um conteúdo moral e desconstrução de mitos, além de explorarem temas como o erotismo, o poder manipulador das mulheres e a questão do adultério. Leia também Dom Casmurro, de Machado de Assis.

Os contos de Machado de Assis são reflexões sobre a ambiguidade do ser humano e os dilemas da vida moderna. Abordam questões como traição, insatisfação pessoal, passagem do tempo, loucura e relacionamentos corrompidos. Através de uma linguagem primorosa e do uso da ironia, Machado de Assis se mantém moderno até os dias de hoje. Encontre aqui

luizbucalon

 

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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