Resenha de Livros

Lisístrata, de Aristófanes

Do vulgar ao lírico, do cotidiano para o fantástico.

A necessidade de paz em tempos de conflito.

Considerada uma personagem “estranha” para a época.

A obra Lisístrata, escrita por Aristófanes em 411 a.C., continua atual e relevante mesmo após séculos de sua criação. A trama conta a história de Lisístrata, uma mulher ateniense que, cansada da ausência dos homens de sua cidade devido à guerra, decide tomar a iniciativa de intermediar o conflito pela paz. Sua estratégia inusitada é convocar as mulheres a fazer uma greve de sexo até que a paz seja assinada.

A peça foi apresentada originalmente no festival Leneias, em homenagem ao deus Dionísio, e se passa durante a Guerra do Peloponeso, conflito entre Atenas e Esparta. A obra é vista como um apelo à paz, trazendo um discurso utópico e fantasioso, que apenas poderia ser expresso através do teatro cômico.

Aristófanes é elogiado por sua habilidade em transitar entre a linguagem vulgar e o lírico, do cotidiano para o fantástico, tornando suas obras criativas e naturais. Além de Lisístrata, ele foi autor de outras peças icônicas da comédia grega, como As nuvens, As vespas, Assembleia de mulheres, Os pássaros e As rãs.

Lisístrata é considerada uma personagem “estranha” para a época, pois representa uma mulher instruída e capaz de se posicionar, o que era raro na Grécia Antiga. A educação feminina era restrita e dependente da autorização do marido. Apesar de sua ação revolucionária, Lisístrata busca restabelecer a ordem, não construir algo novo.

A obra de Aristófanes continua sendo relevante e permite análises contemporâneas, como a interpretação feminista dada à personagem de Lisístrata ao longo dos séculos. Em 1976, a música “Mulheres de Atenas” de Chico Buarque fez referência à Lisístrata, mostrando a influência duradoura da peça.

Em resumo, Lisístrata é uma obra que aborda a necessidade de paz em tempos de conflito, trazendo uma protagonista feminina forte e visionária. Mesmo escrita há tantos séculos, a peça continua sendo importante e atual, provocando reflexões sobre questões de gênero e poder. Encontre aqui

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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