O Mulato e O Cortiço , de Aluísio Azevedo
A homossexualidade é retratada como uma patologia.
Uma comunidade que se multiplica como larvas no esterco.

Aluísio Azevedo foi o autor do primeiro romance naturalista (Naturalismo) publicado no Brasil, intitulado “O Mulato”. O livro aborda questões raciais, tendo como protagonista Raimundo, filho de um fazendeiro e uma escrava. Após ser educado em Portugal, Raimundo retorna ao Brasil e se apaixona por sua prima Ana Rosa. No entanto, o casamento é impedido pelo tio devido a origem racial mista de Raimundo.
Porém, a obra mais famosa de Aluísio Azevedo é “O Cortiço”, onde a teoria naturalista (Naturalismo) fica evidente na composição das personagens que habitam um cortiço, um ambiente corruptor que é o principal cenário do romance. Nesse ambiente fumegante e encharcado, surge uma nova geração, uma comunidade que se multiplica como larvas no esterco.
Jerônimo, um português honesto e trabalhador, acaba se entregando aos vícios e ao crime sob a influência da sedutora mulata Rita Baiana. Outra personagem negra, Bertoleza, é associada à inferioridade e aos instintos animais. A homossexualidade também é abordada na obra, retratada como uma patologia. Albino, por exemplo, é apresentado como alguém fraco e apático, e a prostituta Léonie corrompe a jovem Pombinha, que acaba envolvida no mundo da prostituição.
Essas personagens e situações retratam a realidade social do Brasil na época, mostrando as consequências do meio opressor e corruptor sobre as pessoas. Aluísio Azevedo utiliza a narrativa naturalista ((Naturalismo) para explorar temas como raça, vício, homossexualidade e corrupção, evidenciando as contradições e mazelas da sociedade brasileira do século XIX. Encontre aqui
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