Resenha de Livros

O Mulato e O Cortiço , de Aluísio Azevedo

A homossexualidade é retratada como uma patologia.

Uma comunidade que se multiplica como larvas no esterco.

O primeiro romance naturalista publicado no Brasil.

Aluísio Azevedo foi o autor do primeiro romance naturalista (Naturalismo) publicado no Brasil, intitulado “O Mulato”. O livro aborda questões raciais, tendo como protagonista Raimundo, filho de um fazendeiro e uma escrava. Após ser educado em Portugal, Raimundo retorna ao Brasil e se apaixona por sua prima Ana Rosa. No entanto, o casamento é impedido pelo tio devido a origem racial mista de Raimundo.

Porém, a obra mais famosa de Aluísio Azevedo é “O Cortiço”, onde a teoria naturalista (Naturalismo) fica evidente na composição das personagens que habitam um cortiço, um ambiente corruptor que é o principal cenário do romance. Nesse ambiente fumegante e encharcado, surge uma nova geração, uma comunidade que se multiplica como larvas no esterco.

Jerônimo, um português honesto e trabalhador, acaba se entregando aos vícios e ao crime sob a influência da sedutora mulata Rita Baiana. Outra personagem negra, Bertoleza, é associada à inferioridade e aos instintos animais. A homossexualidade também é abordada na obra, retratada como uma patologia. Albino, por exemplo, é apresentado como alguém fraco e apático, e a prostituta Léonie corrompe a jovem Pombinha, que acaba envolvida no mundo da prostituição.

Essas personagens e situações retratam a realidade social do Brasil na época, mostrando as consequências do meio opressor e corruptor sobre as pessoas. Aluísio Azevedo utiliza a narrativa naturalista ((Naturalismo) para explorar temas como raça, vício, homossexualidade e corrupção, evidenciando as contradições e mazelas da sociedade brasileira do século XIX. Encontre aqui

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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