Resenha de Livros

Maria Marias, de Lorena Ferraz

Vendo o sonho decepado diante das injustiças sociais.

Já no século XIX nasciam e cresciam à mercê da própria sorte.

Maria José, Maria Marias brasileiras. Marias do castigado sertão nordestino.
Se vêem ceifadas diante da fome, da sede.
Marias de todas as regiões de nosso solo brasileiro.
Vê seu sonho decepado diante das injustiças sociais. Já no século XIX nasciam e cresciam à mercê da própria sorte.
Em mãos da miséria do solo (plantio e sêcas) viam-se discriminadas por juízes, coronéis e padres que mantinham o “poder” em suas genitoras formando assim famílias paralelas.
Marias dos sonhos arrancados em prol de uma subsistência.
Crianças afastadas de suas próprias realidades; a realidade de uma vida próspera e digna.
Sem chance ao lúdico, sem desenvolverem-se nos seus próprios caminhos.
Alijadas em gerações pós gerações da concretização desde a escrita em casa ou na escola, da projeção e do sonho de um mundo melhor.
Predestinadas a serem apenas mais uma Maria, sem nenhuma perspectiva de realização individual. Sem tempo para o lúdico e o belo. Encontre aqui

Lorena Ferraz

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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