Fernando Pessoa
Reflexões sobre sua solidão e tédio, além de explorar seu “eu profundo”.
Seus heterônimos e os diferentes ângulos do drama humano.

Fernando Pessoa foi uma figura central do Modernismo português e um dos poetas mais importantes da lingua portuguesa. Ele expressava reflexões sobre sua solidão e tédio, além de explorar seu “eu profundo”. Nasceu em Lisboa em 1888 e ficou órfão de pai aos 5 anos, sendo criado em parte na África do Sul. Pessoa escreveu seus primeiros poemas em inglês aos 16 anos e voltou para Lisboa em 1902.
Em 1908, Fernando Pessoa começou a trabalhar como tradutor autônomo em escritórios comerciais, mas em 1912 estreou como crítico literário e poeta em várias revistas. Ele liderou o grupo fundador da revista “Orpheu” a partir de 1915, onde publicou poemas que chocaram a sociedade conservadora da época, como “Ode Triunfal” e “Opiário”.
Pessoa criou heterônimos – poetas com personalidades próprias – para explorar diferentes ângulos dos dramas humanos. Seu heterônimo mais famoso, Álvaro de Campos, retratava a vida moderna e o desajuste com a industrialização. Alberto Caeiro, o mestre dos heterônimos, celebrava a simplicidade e a natureza, enquanto Ricardo Reis era um poeta erudito que reverenciava a civilização e a mitologia grega. Leia Tabacaria, de Fernando Pessoa.
Além dos heterônimos, Fernando Pessoa escreveu poemas sob seu próprio nome, como “Autopsicografia”. Em 1934, Pessoa publicou seu único livro em vida, Mensagem, uma obra com tons nacionalistas e místicos. Ele foi um defensor da liberdade de expressão e da emoção estética.
Fernando Pessoa faleceu em 1935, deixando uma série de obras publicadas postumamente, incluindo poemas de seus heterônimos, textos filosóficos e cartas pessoais. Seus heterônimos continuam sendo estudados e apreciados até os dias de hoje, representando diferentes facetas do próprio poeta. Encontre aqui
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