Resenha de Livros

Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo

Uma África paradisíaca e um branco salvador.

O colonialismo português é tão violento quanto o de outros países europeus.

O colonialismo e suas consequências.

O romance Caderno de Memórias Coloniais, de Isabela Figueiredo, relata a brutalidade do colonialismo em Moçambique. A protagonista, que viveu a infância em Maputo, revela a violência física, verbal e sexual sofrida por negros e negras durante esse período. A autora também revisita a figura do pai, que, assim como outros homens brancos, mantinha estruturas de dependência e segregação social. O livro desmonta o mito de que o colonialismo português foi menos violento do que o de outros países europeus. A narradora enfrenta a dificuldade de contar a verdade sobre a experiência colonial, pois os portugueses gostariam que fosse divulgada uma imagem de uma África paradisíaca e um branco salvador. O silêncio em torno desse tema foi responsável pela manutenção do mito da mansuetude do colonialismo português. O romance também aborda a guerra colonial como um processo falocêntrico e patriarcal, em que a terra é vista como um ventre violado e a mulher é subjugada pelo poder masculino. A construção da memória justa é um dos temas centrais do livro, que promove uma reflexão não só sobre a história de Portugal, mas também sobre as questões contemporâneas do Brasil, como a guerra econômica e étnica. A autora enfatiza que a Literatura é uma ferramenta poderosa para refletir, rever a identidade e construir uma memória mais justa. Através das palavras, o leitor se envolve emocionalmente e compreende melhor as problemáticas abordadas. Assim, Caderno de Memórias Coloniais convida a uma reflexão profunda sobre o colonialismo e suas consequências. Encontre aqui

luizbucalon


Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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