Resenha de Livros

A Terra dos Mil Povos, de Kaká Werá Jecupé

Sabedoria anciã e provenientes de sonhos e mitos.

Desafiando estereótipos e visões distorcidas sobre os povos indígenas.

O extermínio de grupos indígenas desde 1500 até 1998.

“A Terra dos Mil Povos” é um livro de Kaká Werá Jecupé que transita por diferentes gêneros, incluindo discursos históricos e antropológicos. O texto é composto de ilustrações e imagens, seguindo um sistema de escrita próprio dos povos indígenas que combina oralidade e escrita-desenho.

O autor recomposta a existência indígena utilizando sabedoria transmitida por anciãos e conhecimentos provenientes de sonhos e mitos. Esses mitos não são fantásticos, mas sim a forma como os povos originários experimentam o mundo, onde tudo está interligado e o ser humano não é o centro.

Ler Kaká Werá é se aproximar dessa cosmopercepção, entendendo eventos pela lógica do sonho e do mito. O livro também desafia estereótipos e visões distorcidas sobre os povos indígenas presentes na sociedade brasileira, oferecendo uma introdução à identidade e contemporaneidade desses povos.

Ao longo do texto, o autor apresenta uma cronologia dos acontecimentos relacionados ao extermínio de grupos indígenas desde 1500 até 1998. Isso contrasta com a ideia do sonho do branco de pacificação, que vai além da troca de mercadorias por espelhinhos. A troca envolvia elementos que permitiam aos povos indígenas cultivar a beleza, algo fundamental em sua cultura.

“A Terra dos Mil Povos” nos leva a refletir sobre o silêncio em relação aos povos indígenas e propõe escutarmos suas vozes por meio da escrita. O livro mostra que a língua portuguesa, nossa alimentação e rituais são permeados de contribuições indígenas que muitas vezes desconhecemos. Encontre aqui

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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