Resenha de Livros

Construção, de Chico Buarque

O Brasil durante o período da ditadura militar.

As letras do álbum precisaram ser reescritas várias vezes devido à censura.

O álbum “Construção”, de Chico Buarque, lançado em 1971.

O álbum “Construção”, de Chico Buarque de Holanda, lançado em 1971, é considerado um marco na música brasileira e retrata a história do Brasil durante o período da ditadura militar. O disco é composto por dez faixas e se destaca por trazer uma brasilidade diferente da que era divulgada pelo governo na época.

O professor Luís Augusto Fischer afirma que a escolha de discos como “Construção” se deve ao fato de que as canções fazem parte da formação literária do brasileiro, assim como as telenovelas fazem parte de sua formação épica. Ler e ouvir música não é algo absurdo quando se leva em conta a história da oralidade na Literatura.

Durante a produção do álbum, as letras precisaram ser reescritas várias vezes devido à censura. No entanto, essas restrições não fizeram com que Chico Buarque se calasse, pelo contrário, elas contribuíram para a criação de canções com arranjos inteligentes e que até hoje são apreciadas

A música “Construção” é um destaque do álbum, com seus seis minutos de duração e uma narrativa que retrata a vida de um trabalhador da construção civil. A temática da música dialoga com o movimento do êxodo rural da época, quando as cidades estavam crescendo verticalmente e o pedreiro se tornava uma figura cada vez mais presente.

O álbum Construção é considerado um retrato vivo da época, expressando a sensibilidade do momento e abordando temas como urbanização e crítica social. Chico Buarque canta as desgraças de um Brasil que vivia sob a ditadura militar, mas também traz a identidade lírica e bela do brasileiro. O álbum é um monumento imaterial que faz parte do mapa afetivo e coletivo da memória do país. Encontre aqui

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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