Literatura e Autores

Poesia Concreta

Agitação cultural interrompida com a promulgação do AI-5.

Manifestações artísticas e resistência ao regime totalitário.

A interação da poesia com a música utilizando recursos tecnológicos.

A poesia concreta surgiu no Brasil por volta de 1952, com os poetas Décio Pignatari, Haroldo de Campos e Augusto de Campos, que lançaram a revista Noigandres. Em 1956, a poesia concreta foi oficializada durante a Exposição Nacional de Arte Concreta realizada no Museu de Arte Moderna de São Paulo. A estética dessa vertente da poesia consiste na criação do poema-objeto, explorando recursos sonoros, visuais, semânticos , tipográficos e geométricos na disposição das palavras na página.

Durante o regime militar, a cultura brasileira viu o surgimento da bossa nova, do cinema novo e do teatro de arena, além do movimento tropicalista na música e a criação dos Centros Populares de Cultura. Mesmo com a forte censura à arte, as manifestações artísticas serviram como resistência ao regime totalitário. O período cultural agitado foi temporariamente interrompido em 1968 com a promulgação do AI-5.

Os principais objetivos da poesia concreta eram a criação do poema-objeto , eliminando a subjetividade do autor, e a abolição do eu lírico tradicional, explorando o espaço gráfico da página. Dentre as características da poesia concreta estão a valorização dos aspectos visuais, sonoros e a ausência de expressão subjetiva.

Décio Pignatari nasceu em 1927 e faleceu em 2012, sendo um dos fundadores do concretismo. Publicou diversos livros de poesia e teoria concretista, além de atuar como ensaísta, tradutor e professor. Haroldo de Campos, irmão de Augusto, também foi pioneiro na poesia concreta, traduziu grandes autores e foi professor. Após sua morte em 2003, sua biblioteca pessoal foi doada à Casa das Rosas em São Paulo. Augusto de Campos, nascido em 1941, é conhecido por suas obras poéticas concretas e colaborações com seus irmãos Haroldo e Décio Pignatari, além de ser tradutor e advogado.

Esses poetas contribuíram significativamente para a poesia brasileira, explorando a interação da poesia com a música e utilizando recursos tecnológicos. Suas obras são marcadas pela experimentação e inovação, influenciando gerações posteriores de poetas. Ao longo da carreira, publicaram diversas obras poéticas e teóricas, consolidando a poesia concreta como uma das correntes mais importantes da Literatura brasileira. Encontre aqui

luizbucalon



Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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