Resenha de Livros

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez

Uma história repleta de elementos sobrenaturais.

A Guerra dos Mil Dias e os massacres de trabalhadores.

Onde o mágico se mistura com o cotidiano.

Cem Anos de Solidão é a obra máxima de Gabriel García Márquez , escritor colombiano e ganhador do Prêmio Nobel de Literatura. O romance conta a história da família Buendía e do vilarejo fictício Macondo, localizado na América Latina. Ao longo de mais de cem anos, acompanhamos a evolução do vilarejo e das gerações da família Buendía.

Macondo é uma aldeia onde o mágico se mistura com o cotidiano. A história é repleta de elementos sobrenaturais, como uma “peste da insônia” e do esquecimento, uma mulher que ascende aos céus e borboletas amarelas que acompanham os personagens em momentos-chave. Os pergaminhos do cigano Melquíades, guardados pela família Buendía, contêm a história completa da família, incluindo seu futuro e sua extinção.

Além dos eventos mágicos, existem também fatos históricos reais, como a Guerra dos Mil Dias e os massacres de trabalhadores das companhias bananeiras, que são descritos de forma semelhante aos eventos fictícios. Gabriel García Márquez utiliza o adjetivo “hiperbólico” para descrever a narrativa, já que os acontecimentos são exagerados e fantásticos, mas também mostram a realidade do continente latino-americano, marcado pela violência e pela história absurda.

Por trás de toda essa narrativa fantástica está uma crítica política. O autor mostra que a América Latina e a Colômbia passaram por situações extremas e que é necessário lembrar desses acontecimentos para não repeti-los. O esquecimento é um tema central no livro, e o final trágico de Macondo e da família Buendía serve como um alerta para nos lembrarmos da história latino-americana e não cometermos os mesmos erros.

Cem Anos de Solidão é um livro que mistura realidade e ficção, encantando os leitores com sua narrativa leve e atrativa, ao mesmo tempo em que nos faz refletir sobre a história e a realidade de nossa região. É uma obra que reafirma a importância de contar a história de outra forma e de não esquecer os massacres e absurdos cometidos, para que não sejamos condenados a repeti-los. Encontre aqui

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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