Labirinto das Letras

A Dualidade no Homem

Ensaio filosófico – Crônica reflexiva

Simplifiquemos a morte, facilitemos a vida, sem enfeites ou fardos pesados. Morte e vida não são paralelos posto que em linha contínua.

Eu tenho a morte de modo simples, linear e corrente, sem as vestimentas da transcendentalidade, continuidade ou o que o valha.
A vida é como um rio sinuoso sempre a desembocar no grande oceano da morte. Uma metáfora um eufemismo.
Se ela a morte é muito mais larga, intensa e profunda do que todos os mares juntos num só corpo.

A vida e a morte são duas faces do mesmo senhor, são duas caras de uma só moeda.
A coisa transcendental da espiritualidade, de uma nova vida em outro plano tem haveres com a bondade. Um sistema infantil de recompensa, o de estar apto para o céu ou a chance de uma nova vida, mas isto não é bondade, senão a mais pura vaidade.
Se sou bom ou se sou mau o sou porque o sou, não porque irei obter vantagens ou o seu contrário; não há negócio não há barganha.
Devo ser bom porque assim o desejo, sem a expectativa da graça ou a do castigo, sem o cômputo da perda ou o do ganho.
Simplifiquemos a morte, facilitemos a vida, sem enfeites ou fardos pesados. Morte e vida não são paralelos posto que em linha contínua.

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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