Literatura e Autores

Aluísio Azevedo

Classes mais baixas da sociedade, animalização do homem em certas situações.

O Naturalismo no Brasil e temas sociais e polêmicos na escrita.

“Casa de pensão”, “O Cortiço” e “O Mulato”.

Aluísio Azevedo, nascido em São Luís do Maranhão em 14 de abril de 1857, é reconhecido como o principal autor do Naturalismo no Brasil. Ele começou sua carreira como desenhista e caricaturista, colaborando em jornais como O Fígaro e A Semana Ilustrada. Após a morte de seu pai, Aluísio voltou a São Luís para ajudar a família e se dedicou à produção literária, publicando sua primeira obra, “Uma lágrima de mulher”, em 1879.

Com dificuldades financeiras, Aluísio retornou ao Rio de Janeiro e escreveu incansavelmente, publicando obras como “Casa de pensão” (1884) e “O Cortiço” (1890), considerada sua obra-prima. Seus livros abordaram questões enfrentadas pelas classes mais baixas da sociedade brasileira, destacando a animalização do homem em certas situações. “O cortiço”, em particular, descreve de maneira impiedosa e realista (Realismo) o amanhecer no cortiço, mostrando a vida nas camadas mais pobres da sociedade.

Em 1881, Aluísio lançou o romance naturalista (Naturalismo) “O Mulato“, que tratava de modo direto e realista (Realismo) o preconceito e as atrocidades vividas pelos escravos negros no Brasil. A obra foi mal recebida pela sociedade maranhense, mas foi admirada pelos leitores da corte, sendo considerada um exemplar do Naturalismo . Antes de lançar “O Mulato“, Aluísio promoveu uma campanha publicitária engenhosa no jornal A pacotilha, anunciando a chegada de um advogado à cidade, que na verdade era o personagem central do livro.

Essa estratégia publicitária foi um sucesso, vendendo dois mil exemplares da obra, um feito impressionante para a época. Aluísio Azevedo é lembrado não apenas por suas obras literárias, mas também por ter sido um dos primeiros a trazer o Naturalismo para o Brasil e abordar temas sociais e polêmicos em sua escrita. Sua contribuição para a literatura brasileira é inegável, deixando um legado duradouro no cenário da Literatura nacional. Encontre aqui

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Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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