Minha Poética

À Princesa Marília, de Luiz Bucalon

Declamação do poema À Princesa Marília

Eu te amo tanto tanto
Que já não sei dizer o quanto
Eu te amo tanto tanto
Teu sorriso entoa encanto

Nosso amor é quase dor
E desde o fundo traz espanto
E esta dor que é puro amor
Reluz um riso escorre em pranto

Se aqui estás um contentamento
Corre aberto peito de euforia
Mas quando vais urge lamento
Levas contigo a efêmera alegria

Longe de ti um esquecimento
Do que sou do que fui um dia
E só resta-me um tormento
Amalgamando a melancolia

Explosivo amor o firmamento
O núcleo queima em liberdade
Lavas de vida derramamento
Cristalinos rios de saudade

Sonho anseio entristecimento
Nas órbitas que nos separam
Carne quente arde sentimento
Estranhos destinos nos levaram

Estendidos meus braços estão
Para o calor do teu abraço
Alargando o meu coração
Guardando em mim o teu regaço

Imprevisto caminho odisséia
Uma ode elegia ou um canto
Um divagar utópico uma idéia
Ser colado a ti sob teu manto

Minha Penélope serás minha
O guerreiro Ulisses serei teu
Uma vida noutra vida és rainha
E o trono do teu corpo será meu

Eu te amo tanto tanto
Que já não sei dizer o quanto
Eu te amo tanto tanto
Teu sorriso entoa encanto…

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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