Ofereça, de Myriam Britto dos Santos
A vida é um poema
De eterna ternura.
Seja o doce
Amargo ou doce,
A vida não satura.
Tem textura.
São poemas em retalhos.
A poesia conduz,
Mesmo que não haja luz.
Segue o passo,
Ao lado passa um pássaro,
Uma melodia,
Uma flor,
Um sabor,
Uma dor,
para inspirar o amor.
Como uma colcha de retalhos,
Como um doce de tacho
É preciso dar o ponto.
Servindo a ternura,
Refazendo na fazenda
Um poema vivo em cores,
de amores.
Refazendo no doce,
os sabores.
Poemas com gosto.
Refazendo a vida com amor.
A ternura perdura.
Eterna…
Como agora.
Myriam Britto dos Santos
EDA/RJ-Brasil
[26/10/2022 13:48]