Meu pano velho colorido, de Marcelo Varella
Meu pano velho colorido
Meu pano velho colorido!
Meu pano sujo e encardido.
Retrato que somente eu entendo.
De cores e poeiras pelo tempo.
Sujo de sujeira e de alento!
Pintado em cores, passatempo.
Está comigo em minhas artes,
Limpa minha pena quando pinto.
A cada dia, se renova, se modela,
A cada novo dia, uma aquarela!
Meu pano velho fedorento,
Carrega consigo o meu suor, as minhas chagas.
Inanimado, mudo, cínico, inerte, sujo e colorido.
Espera paciente, as cores que proponho,
Às que lhe sobram, uma mancha, um sonho.
Às vezes te perco, te jogo em qualquer canto!
Desesperado te busco, pois também enxuga o meu pranto.
Meu velho pano colorido!
Meu velho, meu velho pano, meu amigo.
Marcelo Varella
2 Comentários
Silvia
Quem não tem seu pano sujo? Bem isso!
Linda poesia!
Luiz Bucalon
Seja bem vinda! Obrigado!