Amigos Escritores

Estilhaços, de Lenhormar

Uma história em quadrinhos *

Pág. 1 – Yaroslav Pavlov, um soldado russo servindo como médico em batalha, um jovem com 21 anos de idade. Tirando ótimas notas e sendo um grandioso filho.

Pág. 2 – Yaroslav teve um papel excelente no pelotão 322, fazendo toda a parte médica dos camaradas no campo de batalha. Junto a uma assistente dele com quem teve um caso. Criando sonhos e querendo tornar o mundo melhor.

Pág. 3 – Yaroslav não era tão habilidoso em trabalhar com armas, por isso não era colocado em linhas de frente ou em posições de perigo.

Pág. 4 – Vendo que os ataques em Stalingrado eram extremamente cruciais para o avanço de sua nação para derrotar alemães, se manteve firme e inabalável, motivando seu pelotão.

Pág. 5 – Yaroslav ajudando a equipe médica e cuidando dos feridos em batalha foi cercado por dois pelotões alemães, os quais quase mataram toda a central médica e os feridos do pelotão 322.

Pág. 6 – Yaroslav destruído por ver pessoas que estavam junto com ele a todo momento. Mas o que mais marcou ele foi ver sua linda e futura esposa ferida e baleada nas costas.

Pág. 7 – Yaroslav, quando tentou se aproximar mais, escutou uma explosão, jogando estilhaços e perfurando seu olho direito e machucando gravemente seu rosto.

Pág. 8 – Yaroslav, após acordar ao meio de tiros, vendo seus amigos lutando pelo pelotão 322 e a chegada de mais forças aliadas, pega a sua arma que estava no meio de enormes chamas e faz inúmeros disparos contra seus inimigos. Derrubando muitos soldados inimigos e obrigando-os a bater em retirada.

Pág. 9 – Yaroslav, após todos esses confrontos, vendo o exército da União Soviética, não mais como um guia, mas sim como uma forma de exterminar as pragas alemãs, ainda teve que presenciar a notícia de que mais de 2 milhões de pessoas morreram, tornando a batalha a mais sangrenta da Segunda Guerra.

Pág. 10 – Yaroslav Pavlov lutou até o ano de 1945, com o final da guerra mundial. Ganhando inúmeras medalhas de honra, porém nada tirava o ódio, tristeza, dor e os estilhaços que o marcaram.

Bônus: Yaroslav faleceu com 29 anos por uma overdose de morfina, deixando uma carta em que estava querendo encontrar seu amor novamente.

Página 1: Quadro 1: Yaroslav Pavlov, um jovem médico de 21 anos, está em um campo de batalha, atendendo a um soldado ferido. Seu rosto é sério e concentrado.
Quadro 2: Uma imagem de Yaroslav em sua formatura, recebendo elogios por suas notas excelentes.
Quadro 3: Yaroslav em casa, sendo abraçado por sua mãe, que está orgulhosa de seu filho.

Página 2: Quadro 1: Yaroslav trabalhando incansavelmente no pelotão 322, tratando os ferimentos dos soldados.
Quadro 2: Ele é visto compartilhando um momento íntimo com sua assistente, ambos sorrindo e sonhando com um futuro melhor.
Quadro 3: Yaroslav olhando para o céu noturno, refletindo sobre seus sonhos de um mundo pacífico.

Página 3: Quadro 1: Yaroslav tenta manusear uma arma, mas está claramente desconfortável e desajeitado.
Quadro 2: Seus superiores decidem mantê-lo longe da linha de frente, reconhecendo suas habilidades como médico.
Quadro 3: Yaroslav aliviado, voltando ao seu trabalho médico.

Página 4: Quadro 1: A batalha de Stalingrado é retratada com intensidade, com explosões e caos ao redor.
Quadro 2: Yaroslav, imóvel e determinado, motiva seus companheiros de pelotão.
Quadro 3: Soldados do pelotão 322, inspirados por Yaroslav, preparam-se para lutar.

Página 5: Quadro 1: Yaroslav e a equipe médica são surpreendidos por um ataque surpresa de dois pelotões alemães.
Quadro 2: A central médica está em chamas, e Yaroslav tenta desesperadamente salvar os feridos.
Quadro 3: O caos e a destruição são evidentes, com soldados feridos e equipamentos médicos espalhados.

Página 6: Quadro 1: Yaroslav, em choque, vê seus camaradas caídos ao seu redor.
Quadro 2: Ele encontra sua amada ferida, uma visão que o atormentará para sempre.
Quadro 3: Yaroslav, com lágrimas nos olhos, segura a mão de sua futura esposa, prometendo vingança.

Página 7: Quadro 1: Uma explosão repentina lança estilhaços pelo ar.
Quadro 2: Yaroslav é atingido no rosto e no olho direito, caindo inconsciente.
Quadro 3: A imagem desfoca, simbolizando a perda de visão de Yaroslav.

Página 8: Quadro 1: Yaroslav acorda em meio a tiros e gritos de batalha.
Quadro 2: Ele pega sua arma entre as chamas e se prepara para lutar.
Quadro 3: Com determinação feroz, Yaroslav dispara contra os inimigos, forçando-os a recuar.

Página 9: Quadro 1: Yaroslav, agora endurecido pela guerra, vê o exército soviético de uma nova perspectiva.
Quadro 2: Ele recebe a notícia devastadora das baixas da batalha.
Quadro 3: Yaroslav, com uma expressão de dor e raiva, jura continuar lutando.

Página 10: Quadro 1: Yaroslav, agora um herói condecorado, mas marcado pela guerra, reflete sobre suas experiências.
Quadro 2: Ele olha para suas medalhas, mas elas não conseguem aliviar seu sofrimento.
Quadro 3: Yaroslav, olhando para o horizonte, sabe que os estilhaços da guerra permanecerão com ele para sempre.

**Lenhormar

* Trata-se de um enredo para revista em quadrinhos. Os quadros estão sendo produzidos artisticamente conforme texto acima.

** O autor é desenhista e quadrinista sul brasileiro.

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *