Tantos sonhos solitários e clandestinos são meus pungentes desatinos…
Sabe sinto saudade de abraços Vontade de você naquela época De chão batido e pisado Ali na janela da tua sombra
Eu esticava os braços E você os prendia à cintura E suspiravas e suspiravas E dizias mantras de amor Conjugando dores presentes
Quantos sóis nos aqueceram Quantas ruas embriagadas de ir e vir O rastro dos teus pés mais que passos Eram caminhares de dias e noites e luares
Óh cavala desabalada! Cavalgas celas ali aladas Alamedas de tantos destinos Tantos sonhos solitários e clandestinos São meus mais pungentes desatinos…
Nota do autor:
São memórias idealizadas e perdidas no tempo e por isso mesmo questionáveis de sua real existência; a isso chamamos de nostalgia. Mas a verdade é que em determinado momento da vida vivemos amores que apesar de aparentemente comuns, depois de passado já algum tempo, talvez décadas, ele ressurge através da memória emocional banhado em cores e cheiros tão especiais e inauditos gravados indelevelmente na alma. Real ou não ele faz parte do que eu sou agora!
Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e
editor, foi também declamador, palestrante e
divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.