Minha Poética

Uma Tela Comum, de Luiz Bucalon

Poema sobre a vida (comentado)

Ah! Quantas primaveras lá se vão!
No exercício da fé difusa…

Tenho saudades daquelas ruas livres
Das ruas festivas
Das mesas espalhadas pelo meio da rua
Das comidas pelas mulheres preparadas
Das crianças arteando ao redor
Das falas altas e sorrisos expansivos

Ah! Como sinto então a falta!
Das tardes despreocupadas
Do vinho regado a copos
Do refresco das limonadas
Das mulheres enfeitadas
Dos homens orgulhosos

Ah! Quantas primaveras lá se vão!
O exercício da fé difusa
Das frutas soltas na cesta
Das sobremesas de paixão
Doces em calda
E as cadeiras pelo chão.

Nota do autor:
Lembranças ou simples flash de captura... Saudade das famílias reunidas em comunidade onde o pouco somado tornava-se muito! Das ruas tomadas de amizade e cuidado entre as pessoas, onde as crianças em qualquer casa estavam em família! Saudade das glebas e tribos...

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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