Permitam-me que eu seja eu mesmo Deixem-me viver como um ser humano Não tentem banir a raiva e o ódio de mim Não, não afastem-me da luxúria nem da languidez Considerem minha inveja, minha cobiça Respeitem o meu ciúme, a minha ira Aceitem meu individualismo e minha antipatia
Todos estes sentimentos assim como a humildade e a vaidade lutam dentro de mim, eles são os fios tramando-se na tecitura da minha carne
Ao tirá-los de mim, tudo o que me perfaz será também arrancado, e então deixarei de existir como pessoa, pois foi com esse arsenal de armas que venci as lutas da vida e a hostilidade do mundo desde o primeiro homem na Terra
Não há anjo, santo ou homem ideal além de sua própria idéia efêmera e impalpável Não há do que fugir, não há para onde fugir Para onde quer que eu olhe lá também estou Feito náufrago entre tábuas de nau sem proa
Eu sou e aqui estou porque assim eu sou Um proscrito da sua imaginação alienada de escala de valores.
Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e
editor, foi também declamador, palestrante e
divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.