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Coração que chora, de Alexandre Coelho

por Luiz Bucalon

Um poeta gaúcho desvelando o mais íntimo de si.

Quando uma lágrima toca o rosto
Se sente o gosto amargo de um rancor
Mas quando a lágrima toca o coração
E muito mais profundo…
São marcas que não saberei explicar

São dias e noites
Horas e minutos
De profunda solidão
De uma dor que faz
O semblante mudar

A tristeza no olhar
Faz tudo na vida parar…
Todo modo de desejar
Voa e se perde pelo ar
Sem podermos mais segurar

Nossas lágrimas que irão brotar
A procura daquele grande olhar
Que me fez delirar…
Oh imenso jardim
Onde estas agora ?

Ainda sinto o aroma de flores
A beleza das cores…
Dos teu olhos azuis como o céu
Do teu mais puro véu
Que se rasgou

Como está agora o meu coração
Que ainda vive a ilusão
Do grande Arco-íris
Naquele doce jardim
Que parecia nunca ter fim…

Pois foi bem assim…
Despediu-se de mim
Ficou clara aquela imagem
Transpareceu na tua íris
Que o coração não mais…

Não Tinhas mais a intenção
De entregar-se a nossa paixão
Quisera eu ter morrido então…
Para não ter meu coração partido
Nem ter sido esquecido
Como um cão que chora sozinho…

Alexandre Coelho

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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