Labirinto das Letras

Coisas da adolescência

Memórias – Crônica – Conto erótico

Esticamos os olhares de farol baixo, aproximamos o corpo e unimos os lábios num beijo mágico. Um magnetismo, uma força, um tesão colou nossos corpos…

Quando eu era menino era um complexado. Acreditava ter o pau pequeno e sofria por isso. Nunca mijava na presença de outro alguém.
Minha voz era fina. Alguns colegas me ridicularizavam dizendo:

– Pensei que havia uma mulher aqui, com esta vozinha…
A questão com meu pau pequeno resolvi, quando com 15 anos trepei com uma bela amiga de 19, que já era mãe. Quando eu a entrava ela dizia:

– Ai, põe devagar, tá doendo… – Fizemos em várias posições e ela sempre aconselhando:

– Você deve meter devagar para não doer.
Então comentei com meu melhor amigo à época e ele por sua vez sugeriu-me:

– Deixe-me ver teu pau.
Então pela primeira vez o mostrei sem qualquer vergonha.

– Cara! É maior que o meu! Logo imaginei, pois a Pati tem 19 anos, é mãe e bem sabemos que ela é bem dada…

– Você acha? – Indaguei.

– Claro! Você faz sucesso com a mulherada! Eu mesmo por ser tão seu amigo e por estarmos tão próximos, não nego que já tive vontade de sentir você, mas agora pensarei com mais cuidado (gargalhadas).
Quanto à voz mesmo sem perceber foi se tornando mais grave e aparentemente mais máscula. Em suma, acabei tornando-me um comedor de mulheres casadas, separadas e viúvas, mas principalmente casadas.
Durante um tempo tive um sórdido romance com uma linda mulher já separada, mãe de dois filhos, a Magda.
Numa certa feita estava eu acompanhando Magda e seus filhos num passeio à mata, era um morro na cidade de Blumenau. Não sei porque ela convidou-me para ir junto. Os meninos brincando enquanto nós permanecíamos deitados lado a lado na relva, quando então ela começou a dizer:

– Sabe que ainda lembro de quando você e sua mãe mudaram-se para cá. Você era um menino e agora com 16 anos você é um lindo homem, quem diria…
Esticamos os olhares de farol baixo, aproximamos o corpo e unimos os lábios num beijo mágico. Um magnetismo, uma força, um tesão colou nossos corpos… Ela era a mais bela mulher das redondezas, uma sensualidade acentuada por seus 36 anos. À noite nos pegamos sobre o sofá de sua casa…

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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