Minha Poética

Gêmeas Siamesas, de Luiz Bucalon

A vida uma flor resistindo a aridez, a secura
a beleza brotando no asfalto

A vida rompe concreto mil toneladas em mil anos
a beleza sem razão nem motivo ilumina

A vida surge incendeia o sol
a beleza incandesce a pele

A vida dispõe acende a lua
a beleza a traz aos olhos entoando paixões

O chôro da criança é a vida
a beleza aos ouvidos é eclodida

Estão sempre de mãos dadas, nunca divorciadas
a vida e a beleza, a beleza e a vida

A vida rompe grilhões
a beleza irrompe senões.

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

2 Comentários

  • Gediel Pinheiro de Sousa

    Impossível falar da vida sem falar da beleza… são indissociáveis vida e beleza pela própria natureza…e o que dizer da natureza o par romântico substantivo-adjetivo dos falamos…esse poema não me deixa mentir sobre a complementaridade das duas classes gramaticais. Parabéns amigo/poeta Luiz Bucalon.

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