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Sobre Desistir, de Deise Ferraz

Desistir é deixar de existir, deixar de ser quem você é, deixar de ir atrás do que acredita. Sou contra, mas insistir demais  às vezes é forçar e forçar, seja lá o que for, nunca vai ser a melhor opção.

Então, muitas vezes, quando desistimos de algo, é porque entendemos que, no fundo, não queremos aquela vitória, se ela for forçada. Não estaremos vencendo, e sim trapaceando, manipulando uma situação que não será verdadeira na sua essência.

Em um dia, você pode ter dito que não ia desistir de algo. No outro, você entendeu que desistir era a única opção que  restava.

Não podemos vencer todas as batalhas e acho válido, sim, abrirmos mão de alguma coisa pela qual lutamos tanto, se reconhecemos que os riscos que ela nos oferece são grandes demais. Afinal, quem não desistiria de se atirar de um penhasco, se percebesse o estrago que isso lhe causaria?

Você pode amar o penhasco e querer conquistá-lo acima de tudo, mas será que ele gosta mesmo de você lá, invadindo o espaço dele? Se ele, desde o começo, só te apresentou obstáculos, talvez seja bom repensar se ele queria mesmo que você se jogasse.

Deise Ferraz

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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