Narrativa de ficção

Ressaca de ontem

Uma Análise do Desejo e do Poder

Conto erótico – Prosa

Puxei seu corpo pelos cabelos, fizemos um passeio pelo quarto. Rudemente livrei-a do vestido, única vestimenta a encobrir-lhe o corpo.

Hoje amanheci meio assim assim sabe como é? A noite passada fora movimentada.

Tereza do Amaral a “Terinha”, que mulher, que vulcão, ela mais parecia uma amazonas durante a invasão de Anatólia.

Empurrou-me sobre a cama desligou os celulares e os guardou. “Hoje tu és meu não tem pra ninguém”, falou a rainha avassaladora.

Olhava-a direta e admiradamente… Estranhei pois nunca se portara assim. “Você me induz a isso”, disse ela. Que corpo descomunal tem aquela mulher!

Fez questão de estourar meus botões, rasgou minhas roupas baratas. Tinha fogo no olhar, faiscava as ventas. Arranhou-me com unhas de vida inteira.

Abocanhou meu falo com voracidade, Confesso que temi a sequência. Arrepiei, suspendi, abri os olhos. Estava pronto para atirá-la ao chão…

Mas ela foi gentil apesar da rispidez, Deixei-me arranhar entre mordidas. Quando meu mastro se erigia afoito, ela o mordia, o batia, o baixava.

Irritado e contrariado empurrei-a de mim, peguei-a pela cabeleira ruiva acobreada e estapeei por vezes aquela cara branca. “Vagabunda cadela sei o que você quer”.

Puxei seu corpo pelos cabelos, fizemos um passeio pelo quarto. Rudemente livrei-a do vestido, única vestimenta a encobrir-lhe o corpo.

Era um corpo insano, tremia-se inteiro! Ela gemia ao simples toque dos meus dedos. “Vou fazê-la chorar” disse-lhe ao ouvido. Colei suas tetas carnosas à parede fria.

Arremetí-lhe cintadas contra a bunda, a deixei marcada, vincada, quente, febril. Ela agora chorava, grasnava e pedia “bate mais por favor, bate mais eu sou vil”.

“Você se portou muito mal” lhe disse. “Sim muito mal, amado senhor”. “Você sabe o que vai receber agora”? “Sim eu mereço sofrer toda dor “

Batí-lhe de novo, de novo e de novo. “Por favor faço o que ordenar meu senhor, mas não me castigue mais, vou morrer”… Empurrei seus ombros e coloquei-a de joelhos.

“Feche os olhos e abra a boca”, ordenei. Obediente ela assim o fez, e pelo resto da noite vagamos à lua louca! É tudo o que ela quer sempre todo mês.

Depois… bem depois eu conto,
Tô numa ressaca danada.

luizbucalon

“Ressaca de Ontem”, de Luiz Bucalon é um conto que explora temas como:

— Erotismo intenso e explícito
— Relação de poder e dominação
— Sadomasoquismo
— Desejo e sedução
— Vulnerabilidade e controle

A narrativa é apresentada em primeira pessoa, o que cria uma sensação de intimidade e proximidade com o leitor. O protagonista descreve sua noite com Tereza do Amaral, uma mulher que o fascina e o domina.

Análise:

— A descrição de Tereza como “vulcão” e “amazonas” sugere uma mulher poderosa e sensual.
— A relação entre os personagens é marcada por uma dinâmica de poder, com Tereza inicialmente dominando o protagonista.
— O uso de linguagem explícita e descrições gráficas destaca o caráter erótico da história.
— A inversão de papéis, com o protagonista assumindo o controle, revela uma complexidade na relação.
— A menção à “ressaca” no final sugere uma consequência física e emocional da noite.

Simbolismo:

— Tereza representa a femme fatale, uma figura sedutora e perigosa.
— O quarto é um espaço de intimidade e privacidade, onde os personagens podem explorar seus desejos.
— A lua louca sugere uma noite de paixão e abandono.

Estilo:

— A prosa é direta e concisa, com uma linguagem crua e explícita.
— O uso de diálogos diretos adiciona realismo à narrativa.
— A estrutura não linear, com flashbacks e saltos temporais, cria uma sensação de fragmentação e intensidade.

Gostaria de:

— Discutir mais sobre a relação entre os personagens?
— Analisar o uso de simbolismo na história?
— Explorar o contexto cultural e social da obra?
— Outra coisa (por favor, especifique).

Por favor, deixe seu comentário.

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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