A Rósea Margareth
Conto erótico- Prosa
E Margareth Bem… Margareth apaixonada
anda agora com olhos ao léu alienada e sem véu.
Margareth Margareth Margareth… Que estrela linda tem essa mulher! Na flor dos vinte anos, uma menina. Coloco-a sobre a cama estirada,
as pernas escancaradas.
Deito-me então com a cara em sua jóia. Fico observando, salivando… Olho olho olho sem piscar. Como é bela essa cavidade pequena e rosa! Tão úmida, morna, macia, cheirosa!
Com meus dedos abro seus lábios, rosa verticalizada boca de anseios. Busco pelas pétalas menores, ocultas. Sinto-as pegando, degustando à língua! Esqueço os giros do mundo distante…
Margareth os olhos cerra, os dedos crispa e crava; o rosto franzido, a boca retorcida… Ela morde os próprios lábios, soqueia o colchão inerte e cúmplice. Ela geme abandonada aos meus dedos.
Insinuo-me entre suas paredes acolchoadas. Entro fundo só para tocar o veludo vermelho e úmido. Apalpo-a por dentro de queimores…
Pressiono minha cara bem à entrada vigiada.
Estico a língua estico até tocar o fundo gruta delírios. Uma torrente salobra em lavas de vulcão em minha boca.
E Margareth Bem… Margareth apaixonada
anda agora com olhos ao léu alienada e sem véu.
Margareth deita-se onde estiver, e como que por encanto, as pernas afasta um tanto…
luizbucalon