Humano, Demasiado Humano, de Luiz Bucalon
Um Grito de Liberdade e Autenticidade
Eu nu e descarnado à luz desprego-me então da cruz.
A minha verdade vem à lume
Mediante o conflito
Diante de um turbilhão de vivências
Tensões escatológicas
Discussões políticas e sociais
Viver é um processo febril
Uma catarse abrasadora
Um suadouro imposto pelo fogo
E já desvencilho-me das convenções
Então deponho minhas máscaras
Rasgo mantos fardas coroas e véus
Lá no fundo no âmago
Onde nada mais existe
Sem lei ética nem moral
Uma ínfima chama persiste
Eu nu e descarnado à luz
Num atmo volátil de vida
Desprego-me então da cruz.
Nota do autor: Alguma verdade a meu respeito vem à luz ao confrontar-me comigo mesmo. Quando estão em xeque meus conceitos mais arraigadamente profundos. Quando a vida em seus mais inesperados episódios me desafia naquilo de mais sagrado em minhas crenças, então diante do espelho me desfaço e outras verdades se levantam. O despregar-se da cruz é despir-se e deixar pra trás a velha mortalha e seguir livre e leve.
luizbucalon
Reflexões:
Este poema é um grito de liberdade e autenticidade, onde o autor busca revelar sua verdadeira essência, livrando-se das convenções e máscaras sociais.
Perguntas ao Leitor:
— O que significa ser “humano, demasiado humano”?
— Como o conflito e a tensão podem levar à autenticidade?
— Qual é o papel da liberdade individual em uma sociedade conformista?
Análise:
O poema explora a ideia de que a verdadeira liberdade vem da aceitação de nossa vulnerabilidade e imperfeição. A “ínfima chama” que persiste é a essência da humanidade.
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