Minha Poética

Moinhos de Trinta, de Luiz Bucalon

Poema sobre a vida (comentado)

Talvez eu seja só um maldito,
talvez o escritor do mal dito.

Talvez eu seja só um maldito
Talvez o escritor do mal dito
Gosto de Charles Bukowski
Friedrich Nietzsche, Henry Miller
Júlio Cortázar, Fiodór Dostoiévski
Esses loucos todos da vida inteira
Incursiono por Honoré de Balzac
E em Miguel de Cervantes Dom Quixote
Pássaro azul, passeio no parque
Subindo a escada com método
Entre miseráveis e mulheres de trinta
Encontro moinhos de vento gigantes
E tudo o que não me destrói me fortalece.

Nota do autor:
Sou um escritor "maldito" ou o escritor do "mal dito" porque penso tantas coisas que ferem o "politicamente correto" que as vezes melhor seria não escrevê-las, mas se não escrevê-las como sabê-las? A natureza de um escritor é escrever. Então... bem... foda-se o politicamente correto!
Aparentemente nada digo aqui, pois o mais importante geralmente está naquilo que ainda não fora dito, por ser um campo muito maior, se é que você me entende. Bem, seria melhor se você lesse os "loucos" descritos acima, se é que já não o fez.

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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