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Manifestos de Outubro, de Marcelo Varella

“Divagações de um liberto”.

Nos dias atuais, de avançada tecnologia, os políticos se tornaram desnecessários, dispensáveis, obsoletos. Eles fazem parte de um mecanismo que corroeu a si próprio, em lenta e agonizante decadência. O estereótipo do político engravatado com viés tendencioso e promessas descabidas e impraticáveis, só agrada seu grupinho alienado e hipócrita.

Não precisamos mais de políticos, precisamos de líderes. Chega desses senhores que só angariam aos seus próprios interesses e esquecem dos anseios e necessidades da população.

Um líder não precisa bater em sua porta, não precisa encher sua correspondência de lixo, não precisa poluir suas redes sociais, não precisa implorar pelo seu voto e nem compra- lo.

Você reconhece um líder quando vê um, independentemente do lugar, da situação, da classe social. Somente um líder será capaz de conduzir toda essa massa de desesperados nessa nossa nação claudicante e moribunda. Antes dele, um político, vai apenas lhes enganar, roubar, mentir, usar deliberadamente e depois descartar.

O povo que ama o seu carrasco, merece a sorte dos grilhões. Aquele que beija a mão do chicote, que não chore depois as suas feridas e aquele que se ajoelha pro seu amo, que ele, lhe pise a cabeça, até que tu submisso, enterre a cara na lama.

Devemos valorizar a educação, o conhecimento, a sabedoria. Um povo burro é exatamente o que os políticos querem. Alguém sem a capacidade de pensar é muito mais fácil de ser manobrado, de ser conduzido de um lado pro outro pra atender os interesses escusos de nossos governantes, sejam eles da direita ou da esquerda ou de qualquer outro lugar que eles possam inventar.

O povo contra o povo, separar para conquistar, poucos são os que conseguem enxergar a realidade. Rótulos, classificações, lugares que te colocam, que desde que você não incomode, não fale, não veja, não pense, está tudo certo. O povo acostumado com migalhas se banqueteia com pão velho, o povo acostumado com a escravidão, lhe causa estranheza a liberdade. Mas há também de acostumar-se como está, ou então, que morra em servidão. Não precisamos de políticos, precisamos de líderes.

Marcelo Varella

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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