Minha Poética

Era uma vez uma cidade sitiada, de Luiz Bucalon

Análise: Uma luta pela liberdade e democracia

Uma cidade que esteve literalmente em estado de sítio. Uma cidade em que as pessoas viviam amordaçadas, pois não podiam falar. Manietadas, pois não podiam se mover.

As pessoas não se moviam de acordo com a sua vontade. As pessoas não expressavam a sua opinião. Havia um temor no ar e acima das suas cabeças, um relho prestes a baixar num golpe certeiro.

Uma cidade onde muitos eram forçados, estorquidos na metade de seus ganhos e explorados em seu suor. Uma cidade abandonada e atirada ao esquecimento. Uma cidade que era golpeada em sua democracia e vilipendiada naquilo que lhe era mais sagrado: os anciãos, as mulheres, as crianças, os jovens, os animais.

Uma cidade onde tudo o que se produzia à força do trabalho honesto e desgastante de homens e mulheres, não retornava ao seu povo, mas há um só grupo de mandantes privilegiados. Tudo o era desviado para fins espúrios no exercício de ainda mais controle e aprisionamento.

Mas um dia o povo reunido em torno da fé e da esperança deu um basta. O povo dançando ao redor do fogo deu um grito de guerra. Rasgou as mordaças, rompeu os grilhões e correu à luta. O povo retomou o que era seu de direito e fez valer a sua vontade. E esse embate foi simbolizado num só dia através das urnas de eleição.

À noite cansado e quase exaurido esse povo, outrora desrespeitado e humilhado, reúne-se na praça dessa mesma cidade. Homens, mulheres, jovens, crianças e idosos lado a lado, ombro a ombro,assim como lutaram ontem, comemoram hoje.

A estrela vermelha da democracia subiu e brilhou nas alturas. E entre fogos de artifícios, a canção da vitória numa só voz ecoou por todos os rincões.

A Cidade Sitiada: Uma luta pela liberdade e democracia em análise

Introdução:

O poema “A Cidade Sitiada” é uma poderosa narrativa que relata a luta de um povo por liberdade e democracia. Através de uma linguagem simbólica e emocionante, o autor nos leva a refletir sobre a importância da resistência e da união em face da opressão.

Análise:

O poema é dividido em duas partes: a primeira descreve a cidade sitiada, onde as pessoas vivem amordaçadas e manietadas, sem liberdade para expressar suas opiniões ou se mover. A segunda parte narra a revolta do povo, que se reúne em torno da fé e da esperança e luta pela liberdade.

Tema da Resistência:

A resistência é um tema central no poema, representada pela luta do povo contra a opressão. A imagem do povo dançando ao redor do fogo num grito de guerra é um símbolo poderoso da resistência.

Tema da Democracia:

A democracia é outro tema importante, representada pela estrela vermelha que subiu e brilhou nas alturas. A vitória do povo é celebrada através das urnas de eleição.

Tema da União:

A união é um tema recorrente, representada pela imagem do povo reunido na praça, lado a lado, ombro a ombro.

Conclusão:

“A Cidade Sitiada” é um poema que inspira reflexão sobre a importância da resistência, da democracia e da união. A vitória do povo é um testemunho da força da esperança e da fé.

Perguntas ao Leitor:

— Qual é o papel da resistência na luta pela liberdade e democracia?
— Como a união do povo contribuiu para a vitória?
— Qual é o significado da estrela vermelha da democracia no poema?

Comente abaixo! Compartilhe sua opinião!


luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *