Redação e Linguística

O que é um Aforismo?

Brevidade, precisão e doutrinação

Descrevendo o indescritível, traduzindo pensamentos e sentimentos.

Um Aforismo é um gênero textual peculiar que condensa conceitos filosóficos complexos de forma precisa. Possui uma relação interessante com a literatura. De acordo com o dicionário Houaiss, um Aforismo é uma máxima ou sentença que expressa uma regra ou princípio moral. Também pode ser um texto curto e sucinto que fundamenta um estilo fragmentário e assistemático na escrita filosófica.

Os Aforismos são caracterizados por sua brevidade e precisão. Apresentam um discurso doutrinador, combinando literatura e filosofia. Se assemelham a provérbios populares, pois contêm máximas capazes de traduzir conceitos amplos em pequenas sentenças. A palavra “Aforismo” tem origem no grego e significa limitação, definição breve ou sentença.

Os Aforismos não pretendem ser verdades absolutas, mas sim uma forma de expressão do pensamento. São capazes de descrever o indescritível, traduzir pensamentos e sentimentos. Um bom aforista consegue expressar uma realidade comum e sintetizar em palavras o que muitos desejam escrever.

O Aforismo também tem uma relação interessante com a literatura, sendo muitos escritores conhecidos por produzirem pérolas nesse gênero. Alguns exemplos de Aforismos são:

“No fim das contas, uma pessoa ama os próprios desejos e não aquilo que é desejado.” – Nietzsche

“O Aforismo constitui uma das maiores pretensões da inteligência, a de reger a vida.” – Carlos Drummond de Andrade

“Entre as diversas formas de mendicância, a mais humilhante é a do amor implorado.” – Carlos Drummond de Andrade

“Sonhar é acordar-se para dentro.” – Mario Quintana

“A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal.” – Machado de Assis

“O ócio é o princípio de todos os vícios e o coroamento de todas as virtudes.” – Franz Kafka

“A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais.” – Fiódor Dostoiévski

“Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus.” – Mario Quintana

“Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão olhando para as estrelas.” – Oscar Wilde

“Deus existe mesmo quando não há. Mas o demônio não precisa de existir para haver.” – Guimarães Rosa.

luizbucalon

Luiz Carlos Bucalon, nasceu em 12 de março de 1964, na cidade de Maringá-Pr. Em 1980, lançou, em edição independente, o seu primeiro livro de poemas, "Câncer Amigo". Seguiu escrevendo poemas, crônicas, contos, ensaios, teatro, humor, biobibliografias e romance. Foram trinta e quatro títulos publicados, pelo então poeta marginal -- contemporâneo a Paulo Leminnski e outros expoentes. Bucalon, além de escritor e editor, foi também declamador, palestrante e divulgador de sua própria obra, de cidade em cidade, no Brasil e na Argentina. Seu mais recente livro, "Só Dói Quando Respiro", de poemas, é de 2021, publicado digitalmente em formato e-book. Obras (muitas também em espanhol) - Poemas: Câncer Amigo, A Palavra é um Ser Vivo, A Corsária e o Vento Santo, Roda Viva, Madá Madalena, Novas Asas, Um Lapso no Tempo, Uma que não vejo, Outra que não toco, Poema a Quatro Mãos (com Nice Vasconcelos), Escrever é coisa de louco, Bailarina Madrugada, Poeta de Ruas e Bares, Poemarte, Na Barra de Santos, Era eu naquele quadro, A Rosa e o Espinho, Dia Noite e Chuva Por onde Andaluzia, Poeta Cigano, Rodoviárias São Corredores, A poesia diz rimada, Poesia Presa no Espelho, Poema se faz ao poemar Poesia líquida é música. - Romance, conto, teatro, ensaio, crônica: Em Busca do Amor, Lânguida e Felina, O Globalicídio Brasileiro, A Semente do Milagre, Mártires da Imortalidade, A vida entre outras coisas, A Praça da República, O Banco da Praça, Ali Naquele Bar. Saiba na página Home.

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